Os batalhões neonazistas que estão operando na Ucrânia

20/08/2014 14:01

Os batalhões neonazistas 

 

que estão operando na Ucrânia


Traduzido por Marcelo Souza

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Mais uma da série "o que não se vê na imprensa brasileira goebbeliana". Abaixo, destaco trechos relevantes do artigo publicado por Tom Parfitt no jornal britânico "The Daily Telegraph" em 11 de agosto (semana passada).
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"Os membros do batalhão Azov alinham-se em fila indiana para dar adeus ao seu camarada caído. Seu cadáver estava pálido sob o sol em um caixão aberto enfeitado com veludo azul.

Alguns dos homens colocavam cravos pelo corpo, outros deixavam rosas. Muitos batiam no peito com o punho fechado antes de tocar o braço de seu amigo morto. Um deles tinha uma tatuagem 'SS' em seu pescoço. 

Sergiy Grek, 22 anos, perdeu uma perna e morreu em decorrência de uma hemorragia depois de ter sido alvo de uma mina antitanque.

Enquanto as forças armadas da Ucrânia apertam o cerco em torno dos rebeldes no leste do país, o governo apoiado pelo Ocidente em Kiev está lançando grupos de milícias – algumas abertamente neonazistas – na frente de batalha. 

[...]

A utilização de voluntários paramilitares por parte do governo de Kiev para acabar com as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, proclamadas no leste da Ucrânia em março deste ano, deve dar um arrepio na espinha da Europa. Batalhões recém-formados no Donbass, Dnipro e Azov, com vários milhares de homens sob o seu comando, estão oficialmente sob o controle do Ministério do Interior, mas o seu financiamento é obscuro, sua formação inadequada e sua ideologia muitas vezes alarmante. 

Os membros do Azov utilizam o símbolo neonazista Wolfsangel (Gancho do Lobo) em sua bandeira e declaram-se abertamente como supremacistas brancos ou antissemitas.

'Pessoalmente, eu sou nazista', disse 'Phantom', um ex-advogado de 23 anos, durante a cerimônia, vestindo um uniforme de camuflagem e segurando uma Kalashnikov. 'Eu não odeio outras nacionalidades, mas acredito que cada um deve viver em seu próprio país'. E acrescentou: 'Nós temos uma ideia: libertar nossa terra dos terroristas'.

O Telegraph foi convidado para presenciar cerca de 300 membros do Azov prestando homenagem ao Sr. Grek, seu primeiro companheiro morto desde que o batalhão foi formado em maio. Uma guarda de honra disparou rajadas para o ar, na sede do batalhão na beira do Urzuf, uma pequena estância balnear na costa do Mar Azov na Ucrânia. Mais dois milicianos morreram no domingo lutando ao norte de Donetsk em 10 de agosto. Petro Poroshenko, o presidente da Ucrânia, chamou um deles de 'herói'. 

Cada novo recruta recebe apenas um par de semanas de treinamento antes de entrar para o batalhão. O Ministério do Interior e doadores privados fornecem as armas. [...]

Sr. Biletsky, um homem musculoso vestindo uma camiseta preta e calças de camuflagem, disse que o batalhão é uma unidade de infantaria leve, ideal para a guerra urbana e necessária para tomar cidades como Donetsk.

O veterano de 35 anos começou a criar o batalhão depois de ter sido libertado da prisão preventiva em fevereiro durante os protestos pró-ocidentais em Kiev. Ele negou a acusação de tentativa de homicídio, alegando que a prisão havia sido feita por motivos políticos.

Ex-estudante de história e pugilista amador, Biletsky também é chefe de um grupo extremista ucraniano chamado Assembleia Nacional Social. 'A missão histórica de nossa nação neste momento crítico é conduzir as raças brancas do mundo numa cruzada final para a sua sobrevivência; a cruzada contra os Untermenschen ('Subumanos', em alemão) dirigidos por semitas', escreveu Biletsky em um comentário recente. 

O batalhão em si é baseado em visões de extrema-direita, disse o comandante em Urzuf, e nenhuma convicção nazista excluirá um recruta. 'A coisa mais importante é ser um bom lutador e um bom irmão para que possamos confiar um no outro', disse. [...]

Questionado sobre suas simpatias nazistas, Phantom afirmou: 'Depois da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha tornou-se uma bagunça e Hitler a reconstruiu: fez casas e estradas, colocou linhas telefônicas e criou postos de trabalho. Eu respeito isso'. E acrescentou: 'A homossexualidade é uma doença mental e a extensão do Holocausto é uma grande questão'.

Stepan, 23 anos, outro membro do Azov, disse que se os dirigentes da resistência antifascista forem capturados devem ser executados depois de passarem por um tribunal militar. [...]

O perfil extremista do batalhão Azov e as páginas em idioma inglês nas redes sociais têm atraído até mesmo fascistas estrangeiros. Biletsky diz que há homens da Irlanda, Itália, Grécia e Escandinávia. Na base de Urzuf, Mikael Skillt, 37 anos, um ex-atirador do exército sueco e da Guarda Nacional, dirige e treina uma unidade de reconhecimento. 'Quando eu vi os protestos do Maidan reconheci a coragem e o sofrimento deles. A alma do guerreiro havia despertado. Fizeram muita coisa apenas com paus e pedras. Eu tinha um pouco de experiência e pensei comigo mesmo que talvez pudesse ajuda-los', disse Skillt ao Telegraph.
Skillt denomina-se como nacional-socialista, e era ativista de extrema-direita do Svenskarnas Parti (Partido dos Suecos). 'Agora eu estou lutando pela liberdade da Ucrânia contra a frente imperialista de Putin', disse. [...]

Tais personagens que estão sob o controle de Kiev dão razão à propaganda russa e rebelde que retrata o governo da Ucrânia como uma 'junta fascista' manipulada pelo Ocidente. 'Esses batalhões são compostos por mercenários, e não voluntários', disse Sergei Kavtaradze, um representante das autoridades rebeldes de Donetsk. 'Eles são verdadeiros fascistas que matam e estupram civis'. [...]

O governo da Ucrânia não sente remorso em utilizar neonazistas. 'A coisa mais importante é seu espírito e seu desejo de construir uma Ucrânia livre e independente', disse Anton Gerashchenko, assessor de Arsen Avakov, o Ministro do Interior. 'Uma pessoa que tem uma arma em suas mãos e defende sua pátria é um herói. E os seus pontos de vista políticos são assuntos pessoais'.

Mark Galeotti, especialista em assuntos de segurança russa e ucraniana na Universidade de Nova Iorque, teme que batalhões como Azov estejam se tornando cada vez mais em 'ímãs para atrair elementos marginais violentos de toda a Ucrânia e mais além'. De acordo com Galeotti: 'O perigo é que isso pode se tornar parte da construção de um legado tóxico quando acabar a guerra'."


Fonte: Telegraph.co.uk: http://bit.ly/1pLgN7E

 

Quem são os terroristas? +18 

Nesse vídeo eu mostro um documentário sobre o Batalhão Azov e a Guarda Nacional: grupos de extermínio formados por 'neonazistas legalizados'. Eles acompanham o Exército Ucraniano na sua operação de genocídio contra civis russos e descendentes de russos no Sudeste da Ucrânia.

 

 

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